A corrida pela Presidência da República ganhou novos contornos nesta semana, com pesquisas eleitorais apontando uma disputa cada vez mais apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os levantamentos divulgados entre 7 e 10 de setembro mostram Lula numericamente à frente em parte dos cenários de primeiro turno. Porém, quando os institutos simulam um eventual segundo turno entre os dois, a diferença fica dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.
Primeiro turno tem Lula na liderança
Na pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro, Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35%. Outros candidatos aparecem mais distantes.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro, em 125 municípios brasileiros.
Segundo turno mostra cenário indefinido
É no segundo turno que a disputa fica ainda mais equilibrada. No Datafolha, Lula aparece com 46%, contra 44% de Flávio Bolsonaro, resultado considerado empate técnico devido à margem de erro.
Outras pesquisas divulgadas durante a semana apresentam cenário semelhante. Na Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados em 41% em uma simulação de segundo turno. Já o levantamento BTG/Nexus registrou Flávio com 46% e Lula com 45%.
Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 10 de setembro, Flávio aparece com 46,4%, contra 46,2% de Lula em um eventual segundo turno.

Disputa ainda pode mudar até a eleição
Apesar da proximidade entre os dois principais nomes, os números representam apenas o cenário encontrado no período em que cada pesquisa foi realizada. A campanha eleitoral ainda pode alterar a preferência dos eleitores.
Além disso, os levantamentos utilizam metodologias, períodos de coleta e margens de erro diferentes. Por isso, uma diferença pequena entre candidatos não deve ser interpretada como vantagem definitiva.
Eleição acontece em outubro
Com a aproximação da votação, a tendência é que novos levantamentos sejam divulgados e possam mostrar mudanças na intenção de voto, especialmente entre eleitores indecisos.
A eleição presidencial de 2026 deve definir quem comandará o país pelos próximos quatro anos. O resultado dependerá dos votos registrados nas urnas e da apuração oficial da Justiça Eleitoral.
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Fonte: pesquisas Datafolha, Quaest, BTG/Nexus e AtlasIntel/Bloomberg, divulgadas em setembro de 2026.
