Motoboys de Campinas realizaram nesta semana um protesto contra a nova modalidade “Mais Entregas”, também conhecida como subpraça, lançada pelo iFood. O modelo prevê corridas com taxa fixa de R$ 3,30, o que, segundo os trabalhadores, não cobre os custos de manutenção da moto e representa ganhos abaixo do salário mínimo por hora.
Os entregadores afirmam que a medida é coercitiva, pois reduz suas opções de trabalho e, na prática, impõe condições desumanas, que eles classificam como uma forma de “escravidão moderna”. Durante o ato, os motoboys cobraram o fim da subpraça, defenderam a aprovação do PL 2479, que garante direitos trabalhistas e remuneração justa para entregadores de aplicativos, e criticaram o PL 152, que, segundo eles, beneficia apenas as empresas de delivery.
Em resposta, o iFood declarou que a modalidade é opcional, oferece maior previsibilidade de ganhos e pode gerar em média 40% mais renda para os entregadores, além de reforçar que está aberto ao diálogo com a categoria.
No entanto, os motoboys contestam esses números, apresentando cálculos baseados em pesquisas econômicas e no IPCA, e exigem transparência nos algoritmos utilizados pela plataforma, além de maior fiscalização governamental sobre o setor.
