Muito antes da era Tesla e dos debates modernos sobre mobilidade sustentável, um automóvel elétrico já fazia história no final do século XIX. Em 1899, o belga Camille Jenatzy pilotou o carro conhecido como “La Jamais Contente” (“A Nunca Satisfeita”, em tradução do francês) e alcançou a incrível velocidade de 105 km/h – tornando-se o primeiro veículo da história a ultrapassar a barreira dos 100 km/h.
Um feito inovador para a época
O carro, de design curioso e formato que lembrava um torpedo, foi construído em ligas leves de alumínio e movido a dois motores elétricos de 25 kW cada, alimentados por baterias de chumbo-ácido. A façanha aconteceu em Achères, na França, e marcou definitivamente a evolução do setor automotivo.
Naquele tempo, os carros movidos a eletricidade rivalizavam com os movidos a vapor e gasolina, e a conquista de Jenatzy colocou os elétricos em evidência.
Um prenúncio do futuro
Mais de um século depois, o feito ganha ainda mais relevância. Em meio à busca por alternativas sustentáveis e à popularização dos veículos elétricos, a história de “La Jamais Contente” mostra que a eletrificação dos automóveis não é uma invenção recente, mas sim uma ideia visionária que começou muito antes da indústria automobilística se consolidar.
O apelido de “nunca satisfeita”
O nome do carro, segundo registros históricos, simbolizava o espírito inquieto e inovador da época: nunca se dar por satisfeito e buscar sempre ir além.
Hoje, o veículo original está exposto no Museu do Automóvel de Compiègne, na França, como uma das relíquias mais importantes da história do transporte.
