Em uma expedição inédita, mergulhadores alagoanos descobriram um navio naufragado no litoral do estado, cuja história remonta a mais de um século. A descoberta foi apresentada no programa “Fantástico”, da Rede Globo, e revelou detalhes surpreendentes sobre a embarcação e seu trágico fim.
Tudo começou quando pescadores locais relataram que suas redes de arrasto frequentemente ficavam presas em estruturas submersas. Ao investigar uma dessas ocorrências, mergulhadores encontraram uma rede presa a um objeto metálico. Com o auxílio de equipamentos de sonar, a equipe identificou um casco de navio parcialmente coberto por crostas marinhas e redes perdidas.
A embarcação estava localizada a cerca de 30 metros de profundidade, em uma área de difícil acesso devido à turvação da água causada pela proximidade do Rio São Francisco. A visibilidade limitada e a presença de redes de pesca tornaram a exploração desafiadora. No entanto, após cuidadosas investigações, os mergulhadores encontraram uma peça de cerâmica com inscrições e um símbolo que se assemelhava à rosa dos ventos.
A partir das inscrições encontradas, foi possível identificar o navio como o Thyatira, um veleiro britânico de 60 metros e três mastros. O Thyatira partiu de Londres com destino ao Rio de Janeiro em 16 de julho de 1896, mas nunca chegou ao seu destino. De acordo com relatos históricos, o navio sofreu um incêndio a bordo, possivelmente causado por sua carga de 800 pacotes de dinamite. A tripulação conseguiu abandonar a embarcação a tempo, e todos sobreviveram.
O naufrágio do Thyatira não apenas encerra um mistério secular, mas também destaca a importância da preservação do patrimônio subaquático. A embarcação será tratada como um monumento histórico protegido, sem planos para remoção de artefatos, permitindo que futuras gerações possam estudar e apreciar este elo com o passado marítimo da região.
