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Streaming Musical: artistas ganham ou perdem?

A música nunca foi tão acessível. Com plataformas de streaming como Spotify, Deezer e Apple Music, o público pode ouvir milhões de faixas em qualquer lugar. Mas, para os artistas, o modelo ainda gera polêmica.

Embora o consumo de música tenha crescido, a remuneração paga pelas plataformas é considerada baixa. Segundo levantamento da União Brasileira de Compositores (UBC), cada reprodução paga, em média, menos de R$ 0,02 ao artista. Isso significa que milhões de streams são necessários para gerar uma renda significativa.

“A visibilidade aumentou, mas o dinheiro diminuiu. Hoje, vivo mais de shows do que do streaming”, desabafa o cantor independente Pedro Lins.

Para as gravadoras, o modelo é positivo porque democratizou o acesso e reduziu a pirataria. Já para artistas menores, a luta é por maior valorização.

Em contrapartida, a tecnologia abriu portas. Hoje, qualquer músico pode lançar sua obra sem depender de gravadora, alcançando públicos globais. Além disso, algoritmos ajudam a conectar novos artistas a ouvintes interessados em estilos específicos.

O debate sobre remuneração justa segue forte. Há projetos de lei em discussão no Brasil e no exterior para obrigar plataformas a aumentar o pagamento aos criadores.

Enquanto isso, fãs e músicos tentam equilibrar consumo e sustentabilidade artística.

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